Vale a pena planejar o signo do bebê? O que dizem a astrologia e a medicina

Muitos pais cogitam planejar o signo do bebê. A prática, entretanto, pode trazer riscos à saúde da mãe e do feto
28/09/2026 13:01
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Planejar o nascimento de uma criança exige organização por parte do casal. Em algumas situações, a definição da data pode ser uma grande preocupação, especialmente entre aqueles que desejam controlar até mesmo o signo do bebê. Mesmo com a valorização de partos normais e humanizados, ainda há pais dispostos a programar cesarianas com base nos astros.

 

O desejo de determinar o signo dos filhos não é recente. Em 2014, a atriz Ana Paula Tabalipa chamou atenção ao decidir antecipar o parto do filho para que ele não nascesse sob o signo de Virgem. Com a decisão, o bebê nasceu prematuro e precisou permanecer alguns dias na UTI neonatal. Entretanto, a estratégia não evitou a influência virginiana: mesmo nascendo sob o Sol em Leão, o filho tinha Ascendente e Lua em Virgem.

Cuidados ao planejar o signo do bebê 

Cada vez mais, pais interessados em astrologia buscam informação sobre o signo dos filhos e até por como fazer mapa astral de bebê. Porém, a decisão de planejar o nascimento com base nos astros levanta discussão. Enquanto algumas pessoas consideram a prática uma forma de planejamento familiar, especialistas em saúde alertam para os riscos de interferir no momento do parto sem indicação médica.

Risco na saúde do bebê 

Um dos principais riscos está associado à prematuridade. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 340 mil bebês brasileiros nascem prematuros todos os anos, ou seja, antes de 37 semanas de gestação. O nascimento prematuro pode estar associado a problemas respiratórios, complicações neurológicas e maior vulnerabilidade a infecções.

 

Além disso, há riscos para a saúde da mãe. As últimas semanas da gestação são importantes para a preparação do organismo materno para o parto. Antecipar o nascimento sem necessidade médica pode aumentar os riscos de complicações. Por isso, qualquer decisão sobre a data do parto deve ser discutida com o obstetra.

Preconceito astrológico

A ideia de escolher o signo dos filhos costuma estar relacionada ao chamado “preconceito astrológico”, conceito utilizado para descrever a valorização de características consideradas positivas ou negativas associadas a determinados signos.

 

Entretanto, muitos astrólogos defendem que todos os signos apresentam características positivas e desafiadoras e que esses aspectos podem ser analisados e trabalhados ao longo da vida.

 

Se o interesse pelos astros for o principal motivo para querer planejar o signo do bebê, é possível procurar onde fazer curso de astrologia e aprofundar os conhecimentos sobre o tema.

Planejar signo solar pode não ser suficiente

O signo solar costuma ser a principal preocupação dos futuros pais, que muitas vezes esquecem que um mapa astral é formado por diversas outras posições, como a Lua e o Ascendente.

 

Na astrologia, o Ascendente é determinado pelo horário e pelo local do nascimento e corresponde ao signo que estava surgindo no horizonte leste naquele momento. Dentro da interpretação astrológica, ele está associado à forma como a pessoa se apresenta ao mundo. Já a posição da Lua costuma ser relacionada às emoções e aos sentimentos. 

 

Além disso, há a presença de outros planetas e casas no mapa astrológico, que também são considerados na interpretação da personalidade. Para analisar um mapa astral profissional, por exemplo, aspectos como as Casas 2, 6 e 10 são valorizados pelos profissionais.

 

Por esse motivo, muitos astrólogos defendem que não é possível definir com precisão o mapa de alguém que ainda não nasceu, uma vez que algumas posições astrológicas dependem do horário e do local exatos do nascimento.

Gestação planejada e signo do bebê

No caso de Ana Paula Tabalipa, o desejo de evitar determinado signo surgiu após a descoberta da gravidez, o que poderia levar a decisões relacionadas à antecipação do parto e, consequentemente, aumentar os riscos para a saúde da mãe e do bebê.

 

Em gestações planejadas, é possível estimar o período da concepção e, a partir dele, calcular uma previsão para o nascimento. Algumas pessoas podem utilizar essa estimativa para organizar a gestação, mas não é possível determinar com total precisão a data em que o bebê irá nascer.

 

Além disso, cada gestação está sujeita a diferentes condições. Com isso, o nascimento pode ocorrer antes ou depois da data estimada pelos pais, que deve ser entendida apenas como uma previsão. A definição do momento do parto, especialmente quando envolve cesariana, deve considerar as condições clínicas da mãe e do bebê e ser feita com orientação médica.

Signos solares e data de concepção

 

  • Bebê de Áries (21 de março a 19 de abril). Datas da concepção: 25 de junho a 15 de julho;
  • Bebê de Touro (20 de abril a 20 de maio). Datas da concepção: 25 de julho a 15 de agosto;
  • Bebê de Gêmeos (21 de maio a 20 de junho). Datas da concepção: 25 de agosto a 15 de setembro;
  • Bebê de Câncer (21 de junho a 22 de julho). Datas da concepção: 25 de setembro a 15 de outubro;
  • Bebê de Leão (23 de julho a 22 de agosto). Datas da concepção: 25 de outubro a 15 de novembro;
  • Bebê de Virgem (23 de agosto a 22 de setembro). Datas da concepção: 25 de novembro a 15 de dezembro;
  • Bebê de Libra (23 de setembro a 22 de outubro). Datas da concepção: 25 de dezembro a 15 de janeiro;
  • Bebê de Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro). Datas da concepção: 25 de janeiro a 15 de fevereiro;
  • Bebê de Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro). Datas da concepção: 25 de fevereiro a 15 de março;
  • Bebê de Capricórnio (22 de dezembro a 19 de janeiro). Datas da concepção: 25 de março a 15 de abril;
  • Bebê de Aquário (20 de janeiro a 18 de fevereiro). Datas da concepção: 25 de abril a 15 de maio;
  • Bebê de Peixes (19 de fevereiro a 20 de março). Datas da concepção: 25 de maio a 15 de junho.
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