Duas irmãs, um acordeão e as raízes que atravessaram o país

De Guaiúba, no Ceará, a Rio das Ostras, Florroseiras transformam memórias nordestinas em música e seguem conquistando palcos pelo estado.
13/08/2026 10:44
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Há histórias que começam antes mesmo de alguém imaginar que um dia elas vão virar música. A de Fabiana Garcia e Fabíola Garcia começou em Guaiúba, na Região Metropolitana de Fortaleza, cercada pelas referências culturais do Ceará. Anos depois, as duas irmãs atravessaram o país e fizeram de Rio das Ostras, no litoral norte fluminense, o lugar onde suas vozes, o forró e as lembranças da terra natal encontraram novos caminhos. Foi assim que nasceram as Florroseiras, nome que hoje circula por palcos e festivais do estado do Rio de Janeiro.

Quem assiste a um show da dupla encontra um repertório que passeia pelo forró tradicional, pelo forró romântico e por clássicos da música nordestina. Mas há algo além das canções. O Ceará aparece na escolha das músicas, na maneira de interpretar e na relação das artistas com o público. A mudança para o Rio não apagou as referências de origem. Ao contrário, elas passaram a fazer parte de uma nova identidade construída em Rio das Ostras, cidade que se tornou base para uma trajetória que já alcançou municípios como Casimiro de Abreu, Tanguá, Sana, Rio Claro, Cabo Frio, Búzios e Conceição de Macabu.

A estrada também levou as Florroseiras a encontros importantes. A dupla já integrou a programação do Sesc Verão, participou de festivais nordestinos e de forró e teve a oportunidade de abrir um show de Alceu Valença. Em outra frente, Fabiana e Fabíola levaram ao Teatro Joel Barcellos, em Rio das Ostras, o espetáculo Flor e Ser. A montagem aproximou música e elementos cênicos para falar sobre a história, a força e a representatividade feminina, revelando uma dimensão diferente do trabalho desenvolvido pelas irmãs.

Agora, novos capítulos estão sendo escritos. Em setembro, as Florroseiras terão três compromissos com o público. O primeiro será no Festival Nordestino de Macaé, no dia 14, às 23h, no Lagomar. No dia 15, às 22h, a dupla participa do Arraiá do Jamil, no Sítio do Jamil, em Cantagalo. A sequência termina no Festival Nordestino de Rio Bonito, no dia 21, às 22h, no Estação dos Sabores. Três palcos, três cidades e a mesma bagagem cultural que acompanha as irmãs desde Guaiúba.

Para Fabiana, a história construída no Rio de Janeiro não se separa das raízes cearenses. “Somos nordestinas de nascimento e rio-ostrenses de coração. Rio das Ostras foi a cidade que nos abraçou e onde nossa música encontrou espaço para florescer.” Fabíola resume a relação com o público a partir dessa mesma identidade. “Cada apresentação é uma oportunidade de mostrar nossa cultura, nossa música e a força das mulheres nordestinas por meio do forró.” Entre uma cidade e outra, as Florroseiras seguem fazendo do palco um lugar de encontro entre passado e presente, Ceará e Rio, memória e música.

Fonte: Bruno Pirozi - Assessoria de Imprensa

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