Vai precificar um infoproduto? O que realmente conta na hora de vender nas redes
Com mercado aquecido, os infoprodutos abrangem diversas áreas, mas vendê-los nas plataformas exige atenção e planejamento.
Créditos: iStock/jacoblund
Podcasts, cursos, livros e apostilas. À distância de um toque na tela, praticamente toda pessoa com acesso à internet consome ou já consumiu algum desses itens. Os chamados infoprodutos fazem sucesso nas redes, sejam eles pagos ou não. Em franca ascensão, são direcionados para todos os tipos de público, que os consome com bastante avidez.
O que é um infoproduto?
Infoproduto é todo conteúdo feito para ser consumido na web, ou seja, não é um produto físico ou tangível, nem mesmo algum tipo de serviço. Ele fica disponível nas plataformas digitais, podendo ser utilizado, lido ou assistido a qualquer tempo, por qualquer pessoa, quantas vezes quiser, sem limitações.
Geralmente, os infoprodutos têm um propósito informativo. Neste sentido, trazem algum tipo de conhecimento específico em determinada linguagem. Um livro de receitas, um curso sobre uma técnica de artesanato, um podcast sobre fotografia ou sobre linguagens de programação; todos cumprem a mesma função formativa e de transmissão de informação.
O grande diferencial dos infoprodutos é que eles podem ser feitos por qualquer pessoa que detenha determinado conhecimento. Neste sentido, caso uma pessoa – o infoprodutor – domine alguma área, técnica ou conhecimento, ela pode vender um curso na internet. Para tanto, basta montar um material didático e acessível e hospedá-lo em algum site que ofereça essa solução.
O que levar em conta na hora de precificar
Contudo, precificar este infoproduto pode ser um desafio. Ao contrário de um produto físico que custou determinado valor entre mão de obra, insumos e matéria-prima, o infoproduto muitas vezes não preenche todos esses requisitos. Contudo, é possível fazer estimativas como, por exemplo:
- um valor/hora para sua confecção, baseado no que é cobrado para o mesmo serviço em determinada região;
- valor investido em equipamentos e conhecimento para chegar ao resultado final;
- custos com outros profissionais, como designers, editores, redatores, etc.;
- custos com a manutenção, hospedagem e divulgação do curso.
Outra forma complementar é olhar para o mercado e ver quanto um curso semelhante custa. Esse é um modo somente de se nortear e ter uma referência quanto ao mercado. Obviamente, se a qualidade apresentada pelo próprio curso for maior, é condizente cobrar mais por isso. O valor também é um termômetro de percepção do público, o que demanda cuidado.
Visualize o consumidor final ideal
Uma ferramenta muito utilizada também é a criação de uma persona, isto é, uma representação do cliente ideal daquele produto. Isso permite entender os anseios e expectativas que determinado nicho deseja ver solucionadas. Esse artifício, além de ajudar a direcionar melhor o conteúdo, também ajuda na sua precificação.
Por fim, um infoproduto também obedece à lei de oferta e demanda. Um conteúdo extremamente novo e sofisticado pode custar mais caro ou ter um ticket mais alto do que um conteúdo mais comum, facilmente encontrado. No mais, a vantagem do infoproduto é que sua precificação pode ser dinâmica, mudando conforme se percebe o mercado.
A venda de infoprodutos é uma maneira interessante de começar a trabalhar na internet, para quem deseja ingressar neste universo, como alcançar novos patamares para quem já possui muito conteúdo nas redes. Com espaço para os mais variados temas, é uma maneira interessante de ganhar dinheiro, principalmente quando hospedado numa plataforma confiável.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS UOL