Como viajar de avião com pet: regras, documentos e cuidados

Pesquisar sobre as regras e documentos garante uma viagem mais tranquila e sem contratempos
16/07/2026 16:10
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No ano de 2023, as companhias aéreas contabilizaram 80 mil animais de estimação viajando de avião junto de seus donos. Em 2025, somente a companhia Azul transportou 70.200 pets em seus voos.

Esses dados mostram que viajar com animais de estimação deixou de ser um caso isolado e passou a ser uma demanda recorrente. Porém, muitos tutores ainda não sabem quais são as regras e os documentos necessários para viajar com seus bichinhos.

Nas entrevistas feitas pela Pesquisa Global de Passageiros em 2025, 34% dos entrevistados relataram ainda ter dúvidas sobre o processo de viajar com os pets, e 36% não veem clareza, por parte das companhias aéreas, sobre as regras de cada uma.

Quais as regras para viajar com pets

No Brasil, não existe um padrão único para as viagens de avião com os pets. Cada companhia aérea tem suas normas e políticas para o voo com animais, isso porque a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) possibilitou que cada companhia decidisse as especificações de voo.

Portanto, é extremamente necessário conferir cada regra de transporte com a companhia aérea escolhida para realizar o preparo da viagem e não ter nenhum problema no embarque.

O que muda quando o destino é outro país

Assim como cada companhia aérea tem suas regras para ter animais de estimação em viagens, cada país também tem. Em viagens com destinos europeus, por exemplo, os tutores precisam seguir as orientações do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Já para Argentina, Paraguai e Uruguai, as regras são outras.

Documentação obrigatória: o que o MAPA exige

Para embarcar para a Europa, o pet precisa ter o microchip ISO 11784/11785 implantado antes de qualquer vacina ou exame médico. Após o microchip ser colocado, é necessário realizar a vacinação, com a obrigatoriedade da antirrábica.

Além disso, é obrigatório realizar exames de sorologia em laboratórios credenciados pela União Europeia, com no mínimo 30 dias após a vacinação. O resultado do exame do bichinho precisa ser emitido no modelo do Certificado Veterinário Internacional (CVI) e vence em 3 meses.

O CVI precisa ser emitido pelo MAPA dez dias antes da viagem para que brasileiros possam embarcar com seus bichinhos para países europeus.

Argentina, Paraguai e Uruguai

Para esses destinos, as fêmeas que ainda estão amamentando e seus filhotes estarão em um mesmo CVI. Nele, os filhotes precisam ser mencionados com a quantidade, o sexo e a data de nascimento.

Somente médicos-veterinários que tenham o CRMV poderão solicitar o CVI de qualquer pet, incluindo o das fêmeas com seus filhotes.

Certificado Veterinário Internacional

Alguns países pedem o CVI emitido no modelo online, outros necessitam da emissão presencial. Veja qual país pede qual modelo:

  • CVI eletrônico: Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Japão, México, Grã-Bretanha, Ilhas do Canal e Ilha de Man, União Europeia, Irlanda do Norte, Suíça e Noruega, Peru;
  • CVI presencial: África do Sul, Arábia Saudita, China, Cingapura, Coreia do Sul, Costa Rica, Croácia, Emirados Árabes, Equador, Hong Kong, Ilhas Maurício, Israel, Índia, Macau, Marrocos, Nicarágua, Omã, Taiwan, União Econômica EurÁsia, Vietnã.

Regras gerais de companhias brasileiras

Apesar de cada companhia aérea poder determinar suas regras, existem alguns preparos que a maioria das companhias pede aos tutores quando estes desejam viajar de avião. Confira alguns deles:

 

  • Saúde do animal: antes de viajar com o pet, é preciso levá-lo para realizar exames que comprovem que o bichinho está saudável para viajar. É preciso também ter a carteira de vacinação em dia. O certificado de saúde precisa ser emitido por um veterinário com o CRMV ativo;
  • Sedação: apesar de a ideia parecer boa, não é recomendado sedar o pet de estimação para viagem, uma vez que ela pode prejudicar e até ser fatal para determinados animais. Caso seja realmente necessária, a orientação precisa vir de um veterinário;
  • Filhotes: animais que ainda precisam mamar não podem embarcar em nenhuma companhia aérea;
  • Caixa de transporte: os requisitos mínimos de uma caixa de transporte adequada para viagem precisam seguir as normas da Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). Ou seja, se o animal for transportado no compartimento inferior, a caixa precisa ser lisa, para que o animal não consiga morder, e com aberturas pequenas, para que o animal não consiga colocar a pata e o focinho para fora. Quando o animal for na cabine, a caixa de transporte de gato e de cachorro precisa ter uma etiqueta indicando que o animal está vivo e não deve ter nenhuma das aberturas de ventilação bloqueadas. A caixa deve caber embaixo do assento do avião, e o animal precisa viajar dentro dela durante toda a viagem.

Mesmo com essas regras que funcionam na maioria dos casos, é de extrema importância que o tutor procure pelas regras do país de destino e de origem e também da companhia aérea escolhida para ter certeza de que todos os procedimentos e requisitos estão em ordem.

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