Tendências e precificação no mercado imobiliário brasileiro
Para 2026, é esperado que o setor permaneça aquecido, embora muito impulsionado pela tecnologia, principalmente na precificação de imóveis
Créditos: istock/andreswd
O ano de 2025 bateu recordes e registrou crescimento, em comparação com o ano anterior, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para 2026, o cenário também se mantém positivo, com projeções de alta para o mercado, a partir de expectativas positivas por conta da situação fiscal e econômica brasileira.
Mas, para que esse cenário se torne real, a tendência mercadológica consiste em um foco maior na avaliação de imóveis e em estratégias de precificação baseada em dados. Esse tipo de recurso acaba se tornando fundamental para investidores e proprietários que buscam rentabilidade e segurança no mercado.
O panorama do setor imobiliário e o impacto dos juros no Brasil
De acordo com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o setor imobiliário no mercado de capitais brasileiro registrou crescimento de 7,5% entre dezembro de 2024 e setembro de 2025. Esse aumento foi motivado principalmente pelos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e pelos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Em grandes centros como São Paulo, o segmento de imóveis de alto padrão (acima de R$ 1 milhão) movimentou cerca de R$ 37 bilhões em 2025. Isso representa um aumento de 5,47% no Valor Geral de Vendas (VGV), em relação a 2024. Em outras partes da capital, como a zona sul e a zona oeste, acabaram se destacando pelo volume e pela valorização, respectivamente.
Ao olhar esses dados de forma mais próxima, é possível evidenciar a liquidez e o potencial de valorização de imóveis, principalmente em regiões estratégicas como as mostradas ao longo da pesquisa.
Mesmo com tudo isso em vista, a taxa Selic ainda será um fator crucial para a definição de estratégias. Ao encerrar 2025 em 15%, é esperada uma queda gradual da Selic ao longo de 2026, até terminar o ano em 12,25%.
Dessa forma, o crédito habitacional ficará mais leve, o que pode estimular a retomada da compra de imóveis no segundo semestre. Já no primeiro semestre, o foco deverá ser o mercado de locação aquecido, por conta da condição de crédito mais restrita.
A importância da precisão na precificação em mercados de alta liquidez
Em um mercado imobiliário como o de alto padrão, uma precificação que seja precisa pode se mostrar um diferencial competitivo. Isso porque a avaliação de imóveis não se restringe somente ao valor de venda, mas também leva em consideração localização, infraestrutura, tendências de mercado e até mesmo sustentabilidade do empreendimento.
Nesse cenário, imóveis compactos e multifuncionais têm sido líderes na valorização. Já empreendimentos que possuem certificações verdes acabam atraindo compradores dispostos a pagar mais pela sustentabilidade.
Outro fator que tem feito toda a diferença é a digitalização do setor imobiliário. Dessa forma, ferramentas como tours virtuais e plataformas de gestão deixaram de ser acessórios para se tornar componentes essenciais para melhorar a experiência do cliente e facilitar a compra. Além disso, a agilidade na captação de dados tem sido crucial para proprietários e investidores.
Por isso, ferramentas utilizadas para calcular o valor do imóvel online permitem que os titulares dos imóveis se posicionem de forma mais competitiva diante das oscilações da Selic. A capacidade de resposta por essa parte do mercado pode otimizar o investimento imobiliário, além de garantir maior rentabilidade.
Em suma, para 2026, a tendência é de que a tecnologia, principalmente para a coleta de dados, seja um instrumento essencial, principalmente para quem procura se manter relevante no mercado. Dessa forma, é possível ter uma precificação que seja justa e competitiva de imóveis e que atraia compradores e investidores.
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