Suplementação alimentar: Brasil lidera crescimento no setor
Expansão reflete força da saúde preventiva e mantém projeções otimistas, impulsionadas por tendências de consumo e inovação no mercado farmacêutico
Créditos: Istock/Tetiana Shustyk
Vitaminas, minerais e proteínas são muito importantes para a saúde. Diante da tendência wellness – valorização da saúde preventiva, nutrição voltada para o bem-estar e inovações tecnológicas –, a suplementação alimentar vive um verdadeiro boom no Brasil.
O movimento não é apenas percepção de mercado. Dados da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) apontam que, entre 2024 e 2025, as vendas da categoria cresceram 37%.
Assim, segundo o Ministério da Saúde, 59% dos lares brasileiros contam com pelo menos uma pessoa que consome suplementos regularmente. Ou seja, a suplementação alimentar deixou de ser nicho para se tornar parte da rotina de milhões de consumidores.
O Brasil no pódio mundial do consumo de suplemento
Conforme relatório da Future Market Insights (FMI), o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior expansão da demanda por suplementos alimentares. O país está atrás apenas de Índia e China.
Por trás desse crescimento, estão diferentes fatores. Nesse sentido, um levantamento do Instituto Locomotiva, em parceria com a Neo Química, indica que melhorar a saúde geral (61%) e aumentar a disposição (50%) são os principais motivos para iniciar a suplementação alimentar.
Na prática, esses objetivos se refletem na escolha dos produtos. Por exemplo, o whey protein é associado ao ganho e à recuperação muscular, especialmente entre quem pratica atividades físicas, enquanto a creatina ganha espaço pelo suporte à força e ao desempenho. Já o ômega-3 é buscado pelo apoio à saúde cardiovascular e cognitiva.
Além disso, o próprio mercado farmacêutico brasileiro vive um momento de expansão. A indústria se consolidou entre as dez maiores do mundo e deve crescer 10,6% neste ano, segundo projeção apresentada pela consultoria IQVIA, durante evento do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). A inovação é um dos motores desse avanço.
- 55% das farmacêuticas já utilizam inteligência artificial no desenvolvimento de produtos.
- 33% aplicam a tecnologia na análise de doenças.
Entre os ganhos, estão a redução de custos, a aceleração de pesquisas e a ampliação das possibilidades de tratamento.
Projeções para 2026: a consolidação da saúde preventiva
Se o cenário atual já é positivo, as projeções reforçam o potencial do setor. De acordo com a Future Market Insights, o Brasil deve manter crescimento anual médio de 9,5% entre 2026 e 2036.
Para 2026, a expectativa é de maior integração entre equipamentos e softwares avançados, com análises em tempo real que tornam o mercado farmacêutico mais ágil, competitivo e orientado por dados.
Outro levantamento, publicado pela Veja no fim de 2025, revelou as principais apostas de consumo para 2026. A creatina lidera o interesse (57,8%), seguida por whey protein (31,3%) e vitaminas (6,4%).
O resultado evidencia a forte relação entre suplementação alimentar e atividades físicas, especialmente no apoio ao desempenho e à recuperação muscular. Ao mesmo tempo, a presença das vitaminas indica que a prevenção e a manutenção da saúde seguem como prioridades do consumidor brasileiro.
Acompanhando a expansão do setor farmacêutico, a procura por um suporte nutricional completo impulsionou as vendas de produtos multivitamínicos, agora presentes na rotina diária de milhões de brasileiros.
Ao mesmo tempo, formatos mais práticos ganham força. As gomas, por exemplo, avançam, devido à conveniência na rotina e à maior aceitação sensorial. Por fim, o setor investe em educação e transparência. Rótulos mais claros, orientação com nutricionistas e explicações detalhadas sobre doses e finalidades se tornam diferenciais competitivos.
Dessa forma, o mercado deixa de atuar apenas na correção de deficiências e se posiciona como parceiro da prevenção, consolidando a suplementação alimentar como uma das principais tendências de saúde e bem-estar no Brasil.
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