ENTREVISTA COM O ESCRITOR LEONARDO LIMA

O escritor Leonardo Lima nos apresenta o seu novo livro NÃO EXISTE FIM e nos fala sobre o desafio em ser um escritor. Entrevista concedida ao colunista Adriano Ferris, do Portal Olhar Dinâmico
28/01/2018 13:07
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1 - Leonardo Lima, seja bem vindo ao Portal Olhar Dinâmico. Nos conte um pouco ou tudo a respeito da sua pessoa, sua carreira literária. Nos apresente a sua pessoa...

 

Meu nome é Leonardo Jovelino Almeida de Lima, tenho 28 anos, e sou de Belém do Pará. Tenho formação em ciências contábeis, especialização em Finanças empresariais. Atualmente, estou me formando em Letras, com habilitação em língua inglesa - sempre fui apaixonado pela literatura anglófona.

Desde criança, sempre gostei de ler; e acredito que esse gosto pela leitura tenha influenciado meu atual prazer pela prática da escrita. Tenho que admitir que escrever é como uma terapia; me ajuda a expressar tudo que, internamente, me incomoda e que precisa ser colocado para fora.

Minha carreira literária começou em 2015, quando tive meu primeiro conto (O caos dentro dele) publicado no livro ‘Antologia: Poesias, Crônicas e Contos – IV Prêmio PROEX/UFPA de Literatura’. A partir deste momento, percebi o quanto escrever é admirável e o quanto me fazia bem.

Assim, continuei escrevendo mais contos, entretanto, sempre os guardava para mim; para falar a verdade, apenas mandava-os para duas confiáveis amigas e elas sempre me respondiam com aprovação; o que me dava mais vontade de escrever. Somente em 2017 que publiquei mais dois contos (Entre Velas e Vozes dos que Já Foram e Asas) no livro ‘Canarinho: antologia de poesias, contos e crônicas’. E agora em 2018, meu primeiro livro com as minhas principais produções.

Apesar de gostar de escrever contos, arrisco-me em produzir algumas poesias; tenho algumas publicadas em antologias.

 

 

2 - Nos apresente a sua nova obra literária NÃO EXISTE FIM... Do que se trata e quais personagens compõem a sua obra...

O livro ‘Não existe fim’, na verdade, reúne dez dos meus contos. Todos eles têm algo em comum: demonstram que, para qualquer coisa na vida, não existe realmente um fim. Sempre algo fica para trás; seja uma lembrança, seja um sentimento ou um objeto. Esses contos foram inspirados em histórias que eu costumava ouvir quando criança ou, até mesmo, de situações que já enfrentei. Neste sentido, acredito que muitos dos personagens que podemos encontrar nos contos têm um pouco da minha vida; são representações de fases que vivenciei... afinal, sempre colocamos um pouco (ou muito) de nós nas obras que produzimos, não é verdade?

 

 

3 - Quais autores influenciaram o seu modo de escrever e conduzir as narrativas dos seus contos?

 

Como falei, sempre fui apaixonado pela literatura anglófona. Os primeiros livros que eu li foram do Sidney Sheldon – nossa, como eu costumava passar horas e horas lendo “Nada dura para sempre”, “Escritos nas estrelas” ou “Se houver amanhã”. São livros impressionantes. Agatha Christie também é uma autora que, até hoje, enche meus olhos; gosto dos mistérios dos livros dela e das minhas tentativas de decifrá-los.

Algumas das minhas produções têm um toque sobrenatural, e entendo que isso seja influência dos meus dois atuais escritores preferidos: Edgar Allan Poe e Stephen King. O Poe me impressiona pelas narrativas carregadas de terror e estranhamento, assim como pelas poesias impregnadas de amor e morte. Os contos escritos pelo King também são chocantes; gosto de como o terror das histórias dele é criativo e bem desenvolvido.

 

4 - É um desafio escrever contos?

 

Penso que qualquer forma de escrita representa um desafio. Escrever não é fácil e pode demandar muita criatividade e um tempo considerável. Entretanto, penso que se você tomar gosto pela escrita, este desafio acaba se tornando prazeroso.

 

5 - Quais conselhos você daria para um escritor iniciante que também deseja se aventurar nesse mundo dos contos e romances...

 

Eu realmente acredito que o ato de escrever é como o de ler: todo mundo gosta de ler, aqueles que não gostam é porque não encontraram ainda o livro ou o gênero certo. Neste sentido, penso que é importante, antes de tudo, descobrir sobre o que vou escrever, quero dizer, sobre o que vou gostar de escrever (meus reais interesses). Entendo que essa decisão ajudará a tornar o desafio de escrita em algo prazeroso.

Também entendo que toda produção escrita precisa dos leitores. Assim, é muito importante toda produção ser divulgada, publicada; as pessoas precisam conhecer suas obras e sua escrita. E essa divulgação serve também como um feedback, o que contribuirá para saber se você está indo no caminho certo, ou não.

 

 

6 - Aonde poderemos encontrar o autor Leonardo Lima nas redes sociais, contatos, e-mails..

 

Podem me encontrar no facebook ‘facebook.com/leonardo.j.a.lima’ e Instagram @leonardolima1ccv1. E pelo meu e-mail: leolimamat@hotmail.com.

 

 

Entrevistado com exclusividade por 

Adriano Ferris. 

Escritor, antologista, poeta, editor e colunista 

do Portal Olhar Dinâmico.