Dados apontam mudança de rota na busca digital com a chegada da IA

Segundo levantamento compilado pela Gluz Digital, baseado em estudos internacionais, indica que a visibilidade em mecanismos de busca tradicionais já não é o único fator de relevância para marcas na internet.
10/08/2026 10:26
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Há mais de vinte anos, o jogo do marketing digital tinha uma regra clara: chegar ao topo do Google. Quanto mais alta a posição nos resultados orgânicos, maiores as chances de atrair visitantes e vender. Só que essa lógica começou a mudar.

A agência boutique de SEO, Digital PR e marketing de conteúdo, Gluz Digital, que atende clientes como Smallpdf, Hostinger e Babbel, compilou estudos internacionais. Os resultados foram apresentados originalmente em uma publicação do Correio Braziliense, que reuniu pesquisas sobre a transformação da busca digital impulsionada pela inteligência artificial. 

Ao invés de digitar uma busca e navegar por links, o consumidor faz perguntas diretas ao ChatGPT, Gemini, Claude ou Perplexity. Ou ainda confere os resumos automáticos que o Google passou a exibir no topo da página, os chamados AI Overviews. O resultado vem pronto, sem necessidade de clicar em site nenhum.

Com isso, empresas também passaram a investir em ações de autoridade, como a obtenção de backlinks de qualidade em sites brasileiros e publicações em veículos relevantes, para ampliar sua presença tanto nos mecanismos de busca quanto nas respostas geradas por IA. 

A adoção corporativa da IA e a nova porta de entrada da internet

O relatório "The State of AI 2025", da McKinsey, mostra que 88% das empresas já usam IA em alguma área. No ano anterior, eram 78%. Dois terços delas, no entanto, ainda estão testando a tecnologia. O estudo aponta que 62% das organizações experimentam agentes de IA, mas só 39% notaram retorno financeiro.

A McKinsey chama esse movimento de "nova porta de entrada da internet". Metade dos consumidores já recorre a buscadores turbinados por IA. Essa mudança deve movimentar US$ 750 bilhões em receitas até 2028. O relatório faz um alerta: ter uma marca forte não é garantia de aparecer nas respostas geradas por IA. Hoje, só 16% das empresas acompanham como se saem nesses ambientes.

Isso significa que uma empresa bem colocada no Google pode sumir quando alguém pergunta ao ChatGPT qual fornecedor escolher. O cenário abre espaço para novas abordagens, como Generative Engine Optimization (GEO) e Answer Engine Optimization (AEO).

Estudos acadêmicos apontam desconexão entre o ranking do Google e a seleção da IA

Um estudo de 2026 no arXiv analisou 55.393 consultas no Google. Os resumos de IA aparecem em 13,7% das buscas. Quando a pergunta é completa, esse número sobe para 64,7%. O dado que mais chama atenção: quase 30% dos sites citados pela IA não estavam entre os primeiros resultados do Google.

"A autoridade deixou de ser medida apenas pelo ranking nos buscadores. Hoje ela também depende da capacidade de produzir conteúdo consistente e reconhecido pelos modelos de linguagem", diz Guilherme da Luz.

Pesquisadores do MIT foram além. Analisaram 24 mil consultas em 243 países. Compararam buscadores tradicionais com sistemas de IA. Constataram que a busca por IA cresce rápido e que esses sistemas puxam informações de um grupo menor de fontes, o que reduz a variedade de conteúdos.

O fenômeno do zero-click search e a perda de tráfego orgânico

Com as respostas prontas na tela, o usuário muitas vezes nem precisa sair da página. É o "zero-click search". A McKinsey estima que esse comportamento pode derrubar entre 20% e 50% do tráfego orgânico em alguns setores.

Pesquisadores da Washington University in St. Louis chegaram a conclusões parecidas. Analisaram mais de 55 mil buscas no Google e viram que os AI Overviews usam fontes que nem sempre estão no topo do ranking.

Com os resumos ocupando o espaço antes reservado aos links, o SEO tradicional ganha novas camadas. Não bastam mais estrutura técnica e autoridade de domínio. Entram na conta a credibilidade do conteúdo, a consistência editorial e a presença em veículos reconhecidos.

Marketplaces assumem papel importante na nova economia da visibilidade digital

O novo cenário traz um desafio prático: como medir a visibilidade quando não há clique? As empresas começam a monitorar não só o tráfego, mas também a frequência com que aparecem nas respostas de IA e quais fontes os modelos usam.

Assim, a aquisição de links qualificados, como as estratégias de Link Building, e gestão de autoridade ganham peso. Quanto mais relevante for a referência de links editoriais, maior a chance de ser puxada pelos modelos de linguagem.

Entre as soluções que surgem nesse contexto está a Luminoo, um marketplace que conecta empresas e publishers para campanhas de SEO, construção de autoridade, mídia digital e Link Building. A plataforma reúne oportunidades de publicação em vários nichos, com ferramentas para gestão, seleção de veículos e acompanhamento de backlinks brasileiros de excelentes métricas.

A Luminoo se alinha às exigências do momento: ajudar marcas a aparecerem tanto nos buscadores tradicionais quanto nas respostas de IA. O objetivo é fortalecer a autoridade de domínio, reputação e presença orgânica.

Recomendações para as empresas se prepararem para a nova era

Na avaliação dos especialistas, empresas que desejam manter relevância devem investir na produção de conteúdo de autoridade e original, ampliar sua presença em veículos confiáveis com ações de backlinks de qualidade, fortalecer especialistas como porta-vozes e acompanhar como suas marcas aparecem nas respostas geradas por IA. 

Além disso, unir SEO Off Page, branding, relações públicas e marketing de conteúdo num plano integrado. Assim, elevar sua reputação digital e a visibilidade orgânica por meio de menções à marca.

Para Guilherme da Luz, os critérios de sucesso vão mudar. "O clique continua importante. Mas as empresas vão precisar construir confiança suficiente para que a inteligência artificial também as enxergue como fontes confiáveis", afirma.

 

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