Agência Webby analisa o que diferencia empresas citadas pelo ChatGPT

03/08/2026 19:19
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Cada vez mais empresários fazem a mesma pergunta: por que algumas empresas aparecem com frequência nas respostas do ChatGPT enquanto outras, que atuam no mesmo segmento, praticamente nunca são mencionadas?

A Agência Webby analisou esse comportamento em projetos desenvolvidos nos últimos anos e identificou padrões que ajudam a explicar essa diferença.

Até pouco tempo, aparecer no Google era a principal preocupação de empresas que investiam em marketing digital.

A lógica era conhecida: desenvolver um bom site, produzir conteúdo, conquistar autoridade e acompanhar a evolução das posições nas buscas. Nos últimos meses, porém, uma nova pergunta começou a aparecer com frequência durante reuniões com clientes.

"Por que o ChatGPT cita meu concorrente, mas não menciona minha empresa?"

A dúvida acompanha uma mudança no comportamento dos próprios usuários. Segundo a OpenAI, o ChatGPT já atende centenas de milhões de pessoas por semana, enquanto Google, Microsoft e Anthropic ampliaram rapidamente a presença de recursos baseados em Inteligência Artificial dentro de seus produtos.

 Ao mesmo tempo, empresas de tecnologia passaram a lançar plataformas dedicadas exclusivamente ao monitoramento da chamada AI Visibility, permitindo acompanhar como marcas aparecem em respostas geradas por modelos de IA.

O interesse por esse tipo de indicador cresceu porque a pesquisa também mudou. Estudos da SparkToro mostram que quase 60% das buscas terminam sem um clique em resultados orgânicos, percentual que ultrapassa 68% em alguns mercados onde recursos conversacionais já estão mais consolidados.

Isso não significa que os sites perderam relevância. Significa que parte das respostas passou a ser construída antes mesmo de o usuário decidir qual página visitar.

Foi observando esse movimento que a Agência Webby começou a analisar centenas de respostas produzidas por diferentes plataformas de Inteligência Artificial envolvendo empresas de diversos segmentos.

A intenção nunca foi encontrar uma técnica capaz de garantir recomendações.

O objetivo era entender se existiam características recorrentes entre as marcas lembradas com maior frequência.

O resultado chamou atenção.

Embora atuassem em mercados completamente diferentes, muitas dessas empresas compartilhavam padrões semelhantes.

Entre as características mais recorrentes estavam:

  • descrições claras sobre o que fazem;
  • informações consistentes em diferentes canais;
  • conteúdo aprofundado e atualizado;
  • menções em sites de terceiros;
  • presença em diretórios, notícias e perfis institucionais.

Nenhum desses fatores, isoladamente, parecia explicar por que uma empresa aparecia nas respostas do ChatGPT.

O que chamou atenção foi a repetição desse conjunto em negócios frequentemente citados pelas plataformas analisadas.

Murillo Rennó, CEO da Agência Webby, afirma que a principal conclusão não foi descobrir um novo fator de ranqueamento, mas perceber um comportamento recorrente.

"Depois de analisar diferentes projetos, percebemos que as empresas mais citadas normalmente já eram consistentes antes mesmo da IA ganhar espaço. O site fazia parte dessa história, mas nunca era a única fonte de informação."

Essa observação ajuda a explicar outra mudança importante.

Durante muitos anos, boa parte das estratégias digitais foi construída pensando apenas na experiência do visitante. Hoje existe outro tipo de leitor consumindo essas informações.

Plataformas de Inteligência Artificial analisam textos, cruzam dados publicados em diferentes fontes e procuram construir respostas coerentes a partir de informações públicas.

Quando encontram descrições contraditórias, páginas desatualizadas ou conteúdos superficiais, esse trabalho se torna naturalmente mais difícil.

Ferramentas especializadas começaram a acompanhar exatamente esse comportamento.

Conteúdo continua importante. Mas por um motivo diferente

Durante muitos anos, produzir conteúdo tinha um objetivo bastante claro: conquistar posições no Google para atrair visitantes. Essa lógica continua válida, mas passou a conviver com outra necessidade.

Os próprios modelos de Inteligência Artificial precisam identificar quais informações são mais confiáveis antes de utilizá-las em uma resposta.

Pesquisas recentes sobre SEO e GEO (Generative Engine Optimization) mostram que páginas que apresentam estatísticas, fontes identificadas, citações e informações verificáveis têm maior probabilidade de serem utilizadas como referência por sistemas generativos.

Em alguns experimentos publicados em 2025 e 2026, a inclusão desses elementos elevou em mais de 40% a visibilidade de marcas dentro das respostas produzidas por IA.

Na prática, isso aproxima a produção de conteúdo de critérios que sempre fizeram parte do jornalismo.

Não basta publicar um texto bem escrito. É preciso demonstrar de onde vieram as informações, contextualizar números, citar pesquisas e apresentar dados que possam ser confrontados com outras fontes públicas. Esse conjunto facilita tanto a leitura humana quanto o trabalho realizado por plataformas que precisam comparar milhares de páginas antes de elaborar uma resposta.

A reputação vai muito além do site

Outro ponto observado nas análises realizadas pela Webby costuma receber menos atenção do que merece.

Boa parte da reputação digital é construída fora do próprio domínio.

Ela se forma a partir de diferentes fontes espalhadas pela internet, como:

  • reportagens e notícias publicadas por veículos especializados;
  • entrevistas concedidas por profissionais da empresa;
  • diretórios e perfis institucionais;
  • publicações técnicas e estudos de mercado;
  • avaliações deixadas por clientes;
  • menções espontâneas em sites, blogs e comunidades especializadas.

Nenhum desses elementos, isoladamente, costuma determinar se uma empresa será citada por uma Inteligência Artificial.

O que aparece com frequência é a combinação entre eles.

Quando diferentes fontes descrevem uma empresa de forma consistente, aumenta a quantidade de informações públicas disponíveis para comparação.

Essa percepção também aparece em discussões conduzidas por profissionais que acompanham a evolução dos mecanismos generativos.

Em comunidades internacionais dedicadas a SEO e marketing de conteúdo, cresce o entendimento de que a frequência com que uma marca é citada depende menos de ajustes pontuais no site e mais da consistência da reputação construída ao longo do tempo.

Estudos reforçam essa interpretação. Uma pesquisa conduzida pela BrightEdge mostrou que Google e ChatGPT discordam em boa parte das recomendações apresentadas para uma mesma pesquisa, indicando que diferentes modelos utilizam sinais próprios para selecionar suas referências.

Essa diferença ajuda a explicar por que duas empresas do mesmo segmento podem aparecer com frequências completamente distintas dependendo da plataforma utilizada.

Uma pergunta que deve continuar crescendo

Os mecanismos de busca continuam processando trilhões de pesquisas por ano e seguem sendo uma das principais portas de entrada da internet.

Ao mesmo tempo, conversar com uma Inteligência Artificial antes de contratar um serviço ou comparar fornecedores passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas.

Essa mudança também alterou o tipo de pergunta que chega às agências.

Durante muito tempo, a preocupação era conquistar melhores posições no Google.

Hoje cresce o interesse por entender como uma empresa é interpretada por sistemas que resumem informações antes de apresentá-las aos usuários.

Pelas análises realizadas pela Agência Webby especialista em criação de sites em Sorocaba, não existe um fator isolado capaz de explicar por que uma marca aparece com frequência nas respostas do ChatGPT enquanto outra permanece praticamente invisível. O que se repete é um conjunto de sinais: informações consistentes, conteúdo aprofundado, fontes confiáveis e uma reputação construída em diferentes espaços da internet.

Talvez essa seja a principal mudança trazida pelos mecanismos generativos.

A disputa deixou de acontecer apenas dentro dos resultados de busca e passou a envolver a qualidade das informações públicas disponíveis sobre cada empresa. 

Quanto mais coerentes e verificáveis essas informações se tornam, maior tende a ser a capacidade de diferentes plataformas compreenderem quem aquela empresa é, o que faz e em quais contextos ela merece ser lembrada.

 

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