Tecnologia da iHealth organiza milhões de dados clínicos em hospitais nordestinos

Solução apoia instituições em Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Sergipe e Paraíba na organização de dados clínicos para fortalecer gestão, cuidado ao paciente e decisões estratégicas
18/05/2026 17:50
noticia Tecnologia da iHealth organiza milhões de dados clínicos em hospitais nordestinos
noticia Tecnologia da iHealth organiza milhões de dados clínicos em hospitais nordestinos

Hospitais da região Nordeste avançam no uso de inteligência artificial para enfrentar um dos principais desafios da saúde: a fragmentação dos dados clínicos. Por meio da tecnologia da iHealth, instituições de referência em 5 estados do Nordeste já estruturaram mais de 20 milhões de notas clínicas, ampliando a capacidade de análise sobre a jornada dos pacientes e apoiando o recrutamento para pacientes em Pesquisa Clínica.

 

Entre as instituições que utilizam a solução estão o IMIP, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, em Pernambuco, que reúne 186.922 pacientes e 10.201.336 notas clínicas, e a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, no Rio Grande do Norte, com 242.056 pacientes e 3.063.458 notas clínicas já processadas com as novas tecnologias.

 

A iniciativa ocorre em um cenário de desafios históricos do sistema de saúde brasileiro, como a dificuldade de integração entre informações clínicas, a baixa interoperabilidade entre sistemas e o grande volume de dados registrados em texto livre nos prontuários. Na prática, muitas informações relevantes sobre o paciente ficavam dispersas, dificultando análises mais completas sobre histórico, condutas, riscos, desfechos e eficiência operacional.

 

A iHealth atua justamente nesse ponto, utilizando inteligência artificial e processamento de linguagem natural para transformar registros clínicos não estruturados (evoluções, anotações e textos livres) em informações organizadas. Com isso, hospitais conseguem ampliar a leitura sobre a jornada assistencial dos pacientes, reduzir etapas manuais e gerar dados mais qualificados para apoiar a gestão.

 

Segundo Angelo Orru Neto, CEO da iHealth e DoctorAssistant Group, o avanço da tecnologia em hospitais do Nordeste reforça uma mudança importante na forma como as instituições passam a lidar com dados clínicos.

 

“Estamos liderando um movimento de transformar registros clínicos de textos livres em informação estruturada, capaz de apoiar a localização de pacientes que podem se beneficiar da participação em estudos de Pesquisa Clínica. Isso garante acesso a possibilidades de exames ou tratamentos que ainda não estão disponíveis no SUS ou na Saúde Suplementar.”, afirma.

 

No caso das instituições parceiras, o volume de informações processadas mostra o potencial da tecnologia para hospitais de diferentes portes e perfis. Somadas, apenas as bases do IMIP e da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer representam 428.978 pacientes e 13.264.794 notas clínicas, um conjunto expressivo de dados que pode ser utilizado para melhorar a análise assistencial e a eficiência da operação hospitalar.

 

Na avaliação de Amália Rêgo, Gerente de Novos Negócios na Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, a estruturação dos dados clínicos contribui diretamente para uma gestão mais integrada e para o fortalecimento da assistência oncológica:

 

“A estruturação de dados tornou-se um ativo estratégico fundamental para a nossa instituição, permitindo que superássemos a barreira da fragmentação de informações clínicas. Iniciamos esse movimento com o objetivo de dar agilidade e precisão ao recrutamento para pesquisa clínica, utilizando algoritmos de Processamento de Linguagem Natural (NLP) para identificar o perfil ideal de pacientes para estudos complexos.

 

Essa base tecnológica evoluiu rapidamente para o suporte a estudos de mundo real (RWE) e pesquisas institucionais. Ao estruturarmos dados que antes ficavam isolados em prontuários e sistemas distintos, passamos a ter uma visão clara e preditiva de toda a jornada do paciente.

 

Hoje, essa ferramenta não apenas acelera nossos estudos científicos, mas está integrada à nossa rotina de gestão. Conseguimos transformar o dado bruto em uma ferramenta de governança que otimiza processos assistenciais e eleva o rigor científico dos nossos estudos, garantindo que o hospital se posicione como um centro de excelência em análise de dados em saúde.”, reforça Amália Rêgo - Gerente de Novos Negócios na Liga Norte Riograndense Contra o Câncer.

 

Já para o setor, a estruturação desses dados representa um passo importante para tornar a gestão mais precisa. Ao organizar informações antes dispersas em prontuários, a tecnologia permite identificar padrões, acompanhar indicadores e apoiar uma visão mais integrada do cuidado, sem depender apenas de processos manuais ou sistemas fragmentados.

 

Além do impacto operacional para a Pesquisa Clínica, a adoção da solução também reforça o papel do Nordeste na incorporação de tecnologias aplicadas à saúde. Com instituições de referência em Pernambuco e no Rio Grande do Norte utilizando inteligência artificial para qualificar dados clínicos, o movimento aponta para uma tendência de modernização da gestão hospitalar e de maior uso de informação estruturada na tomada de decisão.

 

Atualmente, a iHealth conta com 19 redes hospitalares parceiras, mais de 40 hospitais cadastrados e presença em todas as regiões do país, consolidando sua atuação como uma das empresas que avançam na aplicação de inteligência artificial para estruturação de dados clínicos e modernização da gestão em saúde no Brasil.

 

Sobre iHealth

A iHealth atua na transformação de dados clínicos em inteligência aplicada à saúde. A empresa utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes de informações assistenciais, estruturando dados e gerando relatórios que apoiam hospitais, indústria farmacêutica e centros de pesquisa em ações estratégicas relacionadas à gestão do cuidado, geração de evidências, identificação de perfis clínicos e desenvolvimento de soluções analíticas para o setor.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS UOL