Abril trava metas
Comparações e falta de referência prejudicam percepção de progresso e afetam saúde mental
Com a chegada do mês de abril, muitas pessoas passam a sentir uma espécie de “descompasso” em relação às metas traçadas no início do ano. Nem o entusiasmo de janeiro, nem a clareza de um fechamento de semestre. Esse período intermediário pode gerar dúvidas, desmotivação e até a falsa sensação de estagnação, impactando diretamente a saúde mental e a produtividade.
Segundo levantamentos de comportamento, mais de 60% das pessoas abandonam ou reduzem significativamente o ritmo de suas metas ainda no primeiro trimestre do ano. Em cidades como Curitiba, onde a rotina intensa e as oscilações climáticas também influenciam o comportamento, esse cenário tende a se intensificar, especialmente pela dificuldade de mensurar resultados no curto prazo. Para o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da clínica Hipnose para Todos o problema não está na falta de evolução, mas na forma como o cérebro interpreta o progresso. “Abril é um mês perigoso porque ele não oferece marcos claros. Não é início, não é meio, nem fim. Isso faz com que o cérebro tenha dificuldade de reconhecer avanços, mesmo quando eles estão acontecendo”, explica.
Esse efeito é ainda mais evidente em metas de longo prazo, como emagrecimento, crescimento profissional ou organização financeira. Pequenos avanços, como a perda de alguns quilos ou a melhoria de hábitos, acabam sendo desvalorizados por não representarem ainda o resultado final esperado. “Se a pessoa não aprende a valorizar os pequenos progressos, ela perde a motivação. E não é porque não evoluiu, é porque não conseguiu enxergar essa evolução”, destaca. Outro fator que agrava esse cenário é a comparação constante, especialmente nas redes sociais. A exposição a resultados alheios, muitas vezes fora de contexto, pode gerar frustração e sensação de inadequação. “Cada pessoa está em um momento diferente da jornada. Comparar o seu capítulo atual com o resultado final de outra pessoa é injusto e prejudicial”, afirma Skaraboto.
De acordo com o especialista, o impacto psicológico dessa comparação pode levar à paralisação. Quando a percepção é de que o outro está “muito à frente”, a tendência é reduzir o esforço ou até abandonar a meta. Por outro lado, quando bem interpretada, a referência externa pode ser positiva. “Se você entende que o resultado do outro é fruto de consistência e disciplina, isso pode servir como estímulo. O problema é quando vira desvalorização da própria trajetória”, pontua. Para minimizar esses efeitos, a recomendação é fazer pausas estratégicas e revisões internas. Um dos caminhos mais eficazes é reduzir temporariamente o consumo de redes sociais e focar na própria evolução. “Um intervalo de sete a quinze dias já é suficiente para a pessoa reconectar com as próprias metas e perceber o quanto já avançou”, orienta.
Além disso, revisar o planejamento inicial e ajustar expectativas é fundamental para manter a consistência ao longo do ano. Metas não são estáticas e precisam ser recalibradas conforme a realidade. Esse processo evita frustrações e aumenta as chances de sucesso no longo prazo. Para Skaraboto, o segredo está em mudar o foco da comparação para a construção individual. “Quando você para de olhar o resultado do outro e começa a medir o seu próprio progresso, você ganha clareza, motivação e constância. E isso é o que realmente leva ao resultado”, conclui.
Serviço: Hipnose para Todos
Renê Skaraboto
Neurocientista e Hipnoterapeuta
(41) 99692-9774
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Ed. Batel Executive Center
Travessa João Turin, nº 37, sala 601, 6º andar, Água Verde, Curitiba/PR.
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