Estilista Rosy Cordeiro assina look desfilado pela Rainha Diambi na Mocidade Alegre

Vestido combinou tecidos estruturados, aplicação manual de pedrarias e detalhes que remetem a símbolos de poder e território
23/02/2026 10:19
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A conquista do título de campeã do Carnaval de São Paulo pela Mocidade Alegre no Carnaval 2026 consolidou mais um capítulo histórico à escola de samba paulistana, reconhecida como uma das maiores agremiações campeãs do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. Com enredo “Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra”, a vermelha e branco realizou um desfile técnico, marcado pela alegria de seus componentes, presentes nas alas e nas alegorias, que abrilhantaram a passagem da escola pelo Anhembi.


Diversos foram os olhares e sorrisos marcantes na avenida, conquistando os holofotes do público, como a presença da SAR Rainha Diambi Kabatusuila, autoridade tradicional da República Democrática do Congo, cuja participação agregou dimensão internacional e simbólica ao enredo.

Em sua estreia no carnaval paulistano, a Sua Alteza Real desfilou um look assinado pela estilista Rosy Cordeiro, que imprimiu à peça uma leitura contemporânea da realeza africana, com referências ancestrais à técnica da alta costura. O figurino foi concebido como elemento narrativo dentro do desfile, dialogando com o enredo e com a proposta estética da escola campeã.

O traje combinou tecidos estruturados, aplicação manual de pedrarias e detalhes que remetem a símbolos de poder e território. A escolha das cores e das texturas reforçou a identidade visual construída para a participação da rainha, destacando sua presença na passarela como representação de legado e liderança feminina.

Dessa forma, no contexto do Carnaval, o figurino extrapola a dimensão estética. Igualmente, assume função estratégica. Cada peça integra a narrativa visual avaliada pelos jurados. Assim, contribuindo para a coerência plástica e conceitual do desfile. Ao executar o vestido da Rainha Diambi, Rosy Cordeiro atuou diretamente na construção dessa narrativa, traduzindo valores culturais em linguagem visual.

A participação da soberana africana no desfile ampliou o diálogo entre Brasil e África. Reafirmando o Carnaval como espaço de intercâmbio cultural e afirmação identitária. O trabalho de Rosy Cordeiro, nesse cenário, evidencia o papel da moda como instrumento de representação e comunicação simbólica.

Por fim, com a consagração da Mocidade Alegre como campeã de 2026, o desfile passa a integrar a memória recente do Carnaval paulistano. Então, entre alegorias, fantasias e performances, o vestido da Rainha Diambi permanece como um dos elementos de destaque de uma apresentação marcada por potência estética e significado histórico.

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