Novos estudos mostram benefícios do uso de colágeno

Evidências consolidam o papel dos bioestimuladores como recursos relevantes para o rejuvenescimento facial e corporal
20/01/2026 10:25
noticia Novos estudos mostram benefícios do uso de colágeno
noticia Novos estudos mostram benefícios do uso de colágeno

A suplementação de colágeno vem despertando crescente interesse desde 2014, segundo dados da Science Direct . O mercado de suplementos dessa proteína tem projeção de crescimento superior a 6,5% ao ano até 2032, na América do Norte. 

 

A explicação está nos impactos provocados pela perda de colágeno, como menor hidratação, perda de elasticidade e aumento das rugas. Considerada a proteína mais abundante no corpo humano, corresponde a 90% da composição da pele, sendo responsável por sua sustentação, assim como do sistema musculoesquelético. Além disso, o colágeno contribui para a saúde dos cabelos e das unhas. 

 

Estudos e revisões recentes mostram que a suplementação de colágeno, principalmente na forma de peptídeos hidrolisados, pode trazer benefícios para a saúde da pele, das articulações e dos ossos. 

 

Um exemplo são os resultados do Volnewmer antes e depois por meio do uso de radiofrequência. A tecnologia propõe a reestruturação e a regeneração do colágeno por meio da sobreposição de energia.

Novas pesquisas apontam benefícios do colágeno

Pesquisa publicada em novembro, pela Revista Contemporânea, investigou os efeitos clínicos e estéticos dos bioestimuladores de colágeno e peptídeos de colágeno de uso oral na melhora da qualidade cutânea, com foco na hidratação, elasticidade, firmeza e redução de rugas associadas ao envelhecimento. 

 

A partir da revisão da literatura, abrangendo artigos publicados entre 2020 e 2025, a conclusão é que o resultado dos bioestimuladores está intrinsecamente relacionado à via  de administração, à profundidade de ação e à frequência de aplicação.

 

“As formulações injetáveis tendem a produzir resultados mais imediatos e localizados,  enquanto os bioestimuladores orais e tópicos atuam de modo cumulativo, favorecendo a  manutenção prolongada da qualidade cutânea”, aponta a pesquisa. 

 

“Independentemente da via de aplicação, os efeitos clínicos observados, como aumento da firmeza, melhora da textura, redução de rugas e linhas finas e incremento da hidratação, são consistentes entre diferentes abordagens”, finaliza o texto.

 

O estudo conclui que as evidências consolidam o papel dos bioestimuladores como recursos relevantes para o rejuvenescimento facial e corporal, capazes de oferecer resultados naturais, gradativos e sustentáveis. 

 

O colágeno hidrolisado pode, então, ter efeitos benéficos para a pele, aumentando, por exemplo, a hidratação e a elasticidade. O professor e dermatologista consultor do Mid Cheshire Hospital, Faisal Ali, afirma que é possível aumentar a produção de colágeno e manter a elasticidade da pele por meio de técnicas especiais, como estimulação a laser e microagulhamento.

 

Ele explica que o procedimento envolve o uso de pequenas agulhas especializadas ou de um laser para fazer incisões mínimas na pele, estimulando o processo de reparo e desencadeando a formação de novo colágeno. 

 

Informações da MedSystems, uma curadoria de alta tecnologia dermatológica, reforçam que há tratamentos disponíveis no mercado que promovem o estímulo de colágeno, com consequência de uma pele mais firme. 

Colágeno em diferentes formas

Embora o colágeno seja a proteína mais abundante no corpo humano, sua produção passa a ser naturalmente mais lenta com o avanço da idade, mesmo diante dos cuidados e proteção da pele contra o sol. 

 

Conforme informações da Science Direct, a partir dos 20 ou 30 anos, o corpo passa a perder colágeno de forma natural, entre 1% e 1,5% ao ano. A velocidade dessa queda varia de acordo com fatores como exposição solar, alimentação e níveis de estresse.

 

"O colágeno só é encontrado em tecido conectivo animal", explica a nutricionista Andrea Soares, da Geórgia, nos Estados Unidos. Os produtos de colágeno vêm de uma série de animais, como vacas, porcos, galinhas e peixes. A gelatina e as cápsulas de produtos farmacêuticos também são formas de colágeno.

 

"Alguns suplementos de origem vegetal se identificam como 'colágeno vegano', mas, na verdade, eles contêm ingredientes que incentivam a formação de colágeno, como vitamina C, aminoácidos e minerais, que auxiliam o corpo a produzir seu próprio colágeno", explica a nutricionista.

 

O colágeno hidrolisado é aquele que foi decomposto em cadeias curtas de aminoácidos, conhecidas como peptídeos. Já o colágeno tipo 2 não desnaturado (bruto) é um componente das articulações em torno da cartilagem. Assim como o colágeno hidrolisado, o tipo 2 é decomposto em aminoácidos no estômago, mas o colágeno hidrolisado tende a ser melhor absorvido pelo corpo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS UOL