Carros elétricos no Brasil: como está o cenário em 2025
Crescimento na venda de híbridos e elétricos, expansão dos pontos de recarga, bem como instalação de fabricantes no país, incentivam a eletrificação da frota
Créditos: istock/Scharfsinn86
Com enorme potencial, os carros elétricos têm se firmado cada vez mais no Brasil. O crescimento de 33% nas vendas entre outubro de 2024 e outubro de 2025, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, demonstra a grande aceitação que os veículos movidos a eletricidade têm obtido em solo brasileiro.
No acumulado até o décimo mês de 2025, foram quase 150 mil veículos emplacados em todo o país. Entre os modelos, os carros híbridos plug-in lideram, com cerca de 44% dos emplacamentos em outubro, enquanto os modelos totalmente elétricos ficam em segundo lugar, com 37%.
Montadoras se estabelecem no país
Hoje, os modelos chineses da BYD lideram as vendas no segmento de elétricos, com destaque para os modelos Dolphin Mini e Dolphin. Recentemente, a fabricante inaugurou sua primeira fábrica no Brasil. Localizada em Camaçari, na Bahia, a empresa pretende fabricar 600 mil veículos nesta planta.
Segundo o próprio presidente da empresa, Wang Chuanfu, o objetivo é “[...] ajudar o Brasil a acelerar sua transição energética, criar novas indústrias, novos empregos e novos motores econômicos”. Já entre os modelos híbridos, a GWM, também chinesa, lidera com seu Haval H6. A BYD emplaca o segundo e o terceiro lugares, com Song Plus e Song Pro, respectivamente.
Redução de impostos incentiva a compra
Esse crescimento vem na esteira da isenção de IPVA praticada por vários estados brasileiros, com o intuito de eletrificar suas frotas de veículos – um meio de combater as mudanças climáticas, através da redução de emissões de gases derivados da queima de combustíveis fósseis.
São Paulo, por exemplo, oferece isenção de IPVA para veículos elétricos e híbridos com valor de até R$ 250 mil até o ano de 2026. A ideia é tornar os elétricos um pouco mais acessíveis, uma vez que hoje somente pessoas com um nível aquisitivo elevado conseguem adquirir um carro elétrico.
Barreiras que ainda travam o mercado
O preço, aliás, ainda é uma barreira para uma eletrificação ainda maior da frota no Brasil. Outra barreira é a infraestrutura de recarga. Embora tenha crescido de maneira expressiva – cerca de 59% novos postos em um ano, também segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico –, metade dos 16 mil postos está concentrada apenas na região Sudeste.
Infraestrutura de recarga em expansão
Carregadores rápidos, capazes de carregar uma bateria em um tempo que varia de 20 a 60 minutos, são apenas 23% do total encontrado. Os 77% restantes são os chamados lentos, que levam de 5 a 12 horas para carregar completamente a bateria. Contudo, a expansão dos eletropostos está acontecendo de maneira bastante rápida.
Esse cenário atual de maior eletrificação, devido a nacionalização da produção, isenção de impostos e expansão da malha de eletropostos, tem contribuído para o aumento da venda de carros elétricos. Muito embora os desafios ainda existam, a tendência de uma eletrificação completa, ainda que gradual, é bastante real.
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