Do roubo ao bloqueio: o que acontece com seu celular no sistema
Entenda como o sistema Celular Seguro e as operadoras se comunicam para impedir o uso de aparelhos roubados
Créditos: Istock/Rockaa
Perder o celular por roubo ou furto é uma situação que vai além do susto inicial de perder o bem. É preciso agir de maneira rápida e eficiente para bloquear o aparelho e torná-lo inútil, evitando o uso indevido das informações contidas nele.
Por trás do ato de registrar uma ocorrência de roubo de celular, há uma série de sistemas interligados para garantir o bloqueio do aparelho. Quando um aparelho é reportado como roubado no sistema Celular Seguro, por exemplo, diversas ações automatizadas são iniciadas nas redes de telefonia, conectando bancos de dados, operadoras e a base nacional de bloqueio.
O objetivo do bloqueio é inutilizar o aparelho, mesmo que seja retirado o chip, levado a outro estado, entre em modo avião ou através de tentativas de formatação para configurações de fábrica. Após esse tipo de bloqueio, o celular fica impossibilitado de executar qualquer função, tornando-se inviável para venda em mercados paralelos.
O que é IMEI e por que ele é a chave do bloqueio?
O número de IMEI (sigla para International Mobile Equipment Identity) é único, composto por 15 dígitos, utilizado para identificar cada aparelho individualmente – não existem dois celulares com o mesmo número no mundo.
Esse código, que vem descrito na etiqueta interna do telefone e na caixa original do aparelho, permite que qualquer operadora de telefonia identifique o dispositivo, independentemente do chip utilizado nele.
Quando um aparelho é reportado como roubado e se inicia o processo de bloqueio, esse número é fornecido e entra em uma lista de exclusão, a qual todas as operadoras possuem acesso. Assim, todas as antenas de telefonia passam a rejeitar a conexão com os dispositivos reportados, inutilizando seu uso e impossibilitando de receber e fazer ligações, utilizar dados móveis, enviar e receber mensagens, etc.
Da denúncia ao alerta: o caminho da informação
Para efetuar o processo de bloqueio de um aparelho, é preciso registrar a ocorrência do roubo em uma delegacia, na operadora de telefonia do seu aparelho ou no sistema Celular Seguro – estes três lugares possuem caminhos confiáveis para o bloqueio efetivo do dispositivo.
O processo consiste no registro da ocorrência e na informação do número de IMEI. Após esses dados serem computados, a base de dados nacional é atualizada e todas as operadoras passam a rejeitar a conexão com aquele aparelho.
Segundo levantamento feito pelo Estadão, o tempo médio entre o registro da ocorrência e o bloqueio efetivo é de até 24 horas úteis.
Bloqueio efetivo: o que muda na prática para o aparelho
Na prática, o celular se torna inutilizável, pois perde as funções de telefonia, que só são possíveis pela verificação em rede do número de IMEI, que é gravado no hardware do aparelho, e não no chip. Portanto, um dispositivo bloqueado pode ser ligado, mas não consegue acessar dados móveis nem fazer ligações.
Em alguns casos, o celular bloqueado ainda pode acessar redes Wi-Fi. Uma das limitações do bloqueio de aparelho é que esse processo não impede seu desmanche no mercado informal em busca de peças, como telas, câmeras e bateria, mas impossibilita que seja utilizado como uma unidade.
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