Dj Patife fala sobre seu amor pela música e os 25 anos de estrada!
Debby Mian - 03/02/2016
Imagem divulgação da internet
Wagner Ribeiro de Souza, conhecido como DJPatife, nasceu em São Paulo, e é um dos precursores do Drum Bass no Brasil.
Conquistou o país e o mundo com seu profissionalismo indiscutível , sua paixão e respeito pela música e para com os milhares de amantes do D&B , que o seguem por toda parte .
Ele completa “ Vinte e Cinco anos “ como DJ , e nada melhor do que conhecer a fundo a história desse profissional maravilhoso, com carisma e humildade de sobra !
De onde surgiu o apelido DJ Patife?
R: Eu tinha 11 anos, e um amigo da mesma rua tinha o costume de tratar todos como “Patife”.
Na época, andávamos de skate, carrinho de rolemã e eu era aquele que mais caía, descia a ladeira sentado no skate e no mesmo período vivia nas festinhas tocando minha fitas K-7. Então, fui um prato cheio para o apelido colar em mim, principalmente porque não gostava que me chamassem assim.
Quais os DJs que o inspiraram musicalmente na época ?
R: Kl jay, DJ Hum, Iraí Campos, Ricardo Guedes & Tibor.
A primeira oportunidade para um DJ iniciante é sempre muito difícil. Sua primeira residência foi no Arena Music Hall . Como foi e quais foram as pessoas que o apoiaram?
R: Fui frequentador semanal do Arena e fã de carteirinha do Tibor, que era o DJ residente lá. No ano de 1995, uma amiga do bairro começou a namorar com o DJ que entrou no lugar do Tibor quando ele saiu de lá. Certo dia, essa amiga levou o Décio Foca em minha casa para ver os discos e bater papo. Um tempo depois, rolou um DJ’s Party na Arena, fui com o Koloral que tocaria e chegando lá o Décio e o Wagner Araújo, que eram os residentes me proporcionaram “Os vinte minutos da minha vida”. Toquei e o dono logo após eu terminar, me chamou no escritório e fechamos um acordo para eu tocar lá. Foram quase quatro anos de residência após esse dia.
Você passou por diversas casas noturnas e participou de diversos projetos e festivais de música eletrônica nacionais e internacionais . Quais foram os que visibilizaram mais seu trabalho, em sua opinião?
R: O Levis Live quando abri o show dos Chemical Brothers, as edições do Skol Beats, um projeto chamado Claro & DJ Patife na estrada, com um ônibus que viaja o Brasil onde tínhamos também uma carreta que transportava todo o equipamento e fazíamos os shows em praias, ruas e praças em diversas cidades do Brasil e o primeiro trio elétrico só com DJ em Salvador no carnaval de 2006 comigo, Marky & Fat Boy Slim. E claro, o reconhecimento internacional é que foi a porta de entrada para tudo rolar aqui no Brasil.
Acha que a cena ” Drum N' Bass” é valorizada no Brasil? E internacionalmente?
R: O Brasil é regido pela moda. Então, aqui se cultua e explora até o fim o que está em evidência e não foi diferente com o D&B.
Hoje há uma cena pequena ,porém, consistente e que mantém a chama viva.
Lá fora é estabilizada e cresce sempre.
Você produziu álbuns que estouraram em vendas entre os amantes da E – Music . Dentre esses trabalhos , houve algum que você mais gostou de fazer?
R: Meu primeiro CD mixado, o “Sounds of Drum N Bass", é meu bebê. É tão bom ouvir esse disco 16 anos depois e sentir como ainda soa novo. O Na Estrada também foi um marco, pois nesse tive a chance de reunir músicos, compositores, cantores e gente que admiro e senti realmente o que era produzir um disco.
Em 2003 você ganhou o prêmio de melhor videoclipe de música eletrônica o “ Sambassim” (produzido juntamente com Fernanda Porto) no MTV Music Awards Brasil. Como foi para você esse momento?
R: Esse prêmio até hoje reconheço como mérito dos diretores e produtores do clipe e não meu. Mas, ainda sim foi importante para todos envolvidos e é bom o reconhecimento.
Quem são seus parceiros na cena atualmente?
R: Quase todos que estão por aí: Human Factor, DJ Chap, Andrezz, Unreal, Level 2, Dogface , Critycal Dub , Marky , David WS , Cleveland Watkiss , Stamina MC, L-Side, Ramilson Maia, Mad Zoo (Os guerreiros de sempre).
Qual foi o momento mais emocionante de sua carreira e qual foi o pior?
R: É muito difícil apontar um único bom momento , pois foram muitos. O carnaval de 2006 com Marky & Fat Boy Slim no trio elétrico em Salvador, foi magnífico. O pior é o desrespeito quando se está tocando e tentando levar algo novo para as pessoas, a falsidade , intriga e mentira que as vezes é disseminada no meio, é uma das piores coisas que por vezes rola no cenário. Isso também faz parte e ensina muito.
São 25 anos de carreira! Como você explica tanto tempo em destaque e o reconhecimento do público na cena musical nacional e internacional ?
R: Acredito ser o amor a música, respeito, carinho que tenho para com tudo isso. A dedicação e constante busca por aprimoramento e rompimento de novas barreiras deve ajudar muito também, pois ainda há muito que se conquistar, ainda há muitas pessoas e lugares que precisamos levar nosso som.Como diz Thaíde: “Vamo que vamo ,que o som não pode parar”.
Atualmente, quais são seus trabalhos e quais os planos para o futuro?
R: Não sou muito bom em falar do futuro, mas tenho o projeto de um novo disco. No verão Europeu 2016 , estarei lá colocando o povo para sacudir, e meu selo Bahtekum Records , esse ano irá lançar música com mais frequência.
Qual a super dica que você daria para os DJs iniciantes “Chegarem” lá?
R: Seja diferente, autêntico, ousado e respeite sempre tudo e a todos. Ame a música e o que faz. Ouça as opiniões, porém, tenha em primeiro lugar suas próprias. Traga algo novo, que soa diferente e não copie o que já existe. Assim, as chances de você conseguir um lugar ao sol são bem maiores
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