Mairiporã X Febre Amarela

Confirmada a morte de 22 macacos por febre amarela! Ao todo, 90 animais foram encontrados mortos. 50 exames ainda estão em andamento no Instituto Adolfo Lutz para investigar a causa.
01/12/2017 00:24
noticia Mairiporã X Febre Amarela
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Com o silencio da mídia parece que o caso da febre amarela está resolvido porem o perigo ainda ronda a cidade, dos 95 mil habitantes somente 75% estão vacinados, ou seja, mais de 23.000 moradores ainda não foram vacinados.

A vacina encontra-se disponível na cidade porém algumas pessoas insistem em não tomar por boatos e teorias infundadas colocando assim em risco a própria vida.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação.

É importante ressaltar que os MACACOS NÃO TRANSMITEM FEBRE AMARELA, ele é  vítima doença, assim como o humano. Os macacos são importantíssimos no combate à doença, pois eles indicam o local onde a doença está chegando. Por isso eles são úteis aos seres humanos, e tem muita gente matando macacos por ignorância.

 

Legislação

Matar animais é considerado crime ambiental pelo Art. 29 da Lei n° 9.605/98. De acordo com a legislação, “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente ou em desacordo com a obtida” pode gerar pena de seis meses a um ano de detenção, mais multa.

 

A febre amarela é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos,  a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano.

 

Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados.

 

Seja responsável não deixe recipientes com água parada, tampe bem a caixa de água e vacine-se, zele por sua vida e pela vida das pessoas a sua volta.

 

Por: Sérgio Foguel